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Material
de Apoio ao Aprendizado - Ginecologia
Exame físico
genital e mamário
Quando
da realização do exame ginecológico e mamário,
após a realização do exame físico geral, devem
ser observados os seguintes procedimentos:
Exame
das mamas:
As mamas, por sistematização, são divididas em cinco
quadrantes, a saber:
- quadrante
súpero-lateral.
- quadrante
súpero-medial.
- quadrante
ínfero-lateral.
- quadrante
ínfero-medial.
- quadrante
central ou retro-areolar.
Além
desses quadrantes, existe o prolongamento
axilar da mama, que contém tecido mamário e pode ser sede
de doenças.
Inspeção:
-
Estática:
observar e descrever se as mamas são simétricas, se
a circulação venosa superficial é normal e
simétrica, se existem abaulamentos,
retrações ou alterações
de pele (hiperemia, edema ou ulceração)
ou das papilas (descamação ou erosão). Descrever
se as papilas mamárias (mamilos) são salientes ou
invertidas.
-
Dinâmica:
solicitar que a paciente faça as manobras e observar se evidenciam-se
abaulamentos ou retrações.
Palpação:
-
Das
mamas: com a paciente em decúbito dorsal horizontal, sem
travesseiro e com as mãos atrás da nuca, palpar todos
os quadrantes, detalhadamente, pesquisando a presença de
nódulos.
-
Dos
linfonodos: com a paciente sentada, palpar os linfonodos cervicais,
supra-claviculares, infra-claviculares e axilares.
Expressão:
Fazer
a expressão suave da mama,
desde a base até o complexo aréolo-papilar. Ocorrendo
a saída de fluxo, observar se é uni ou bilateral e monoductal
ou poliductal. Para verificar adequadamente a cor do fluxo, deve ser
absorvido em uma gaze.
Exame
Abdominal
Inspeção
estática:
Observar
se o abdomen é plano ou globoso e se existem assimetrias ou abaulamentos.
Descrever cicatrizes cirúrgicas.
Inspeção
dinâmica:
Ao
esforço, verificar se surgem sinais de hérnia ou fraqueza
da parede abdominal.
Palpação:
Através
da palpação superficial e profunda, verificar se existem
sinais de ascite (que pode estar presente nos casos de tumor de ovário).
Realizar
a palpação do fígado e do baço. Os
órgãos genitais internos normalmente não são
palpáveis por via abdominal. Sendo possível identificá-los,
indica existir aumento de volume do útero ou anexos.
Órgãos Genitais externos:
-
Inspeção
estática: descrever
a pilificação, as formações labiais (grandes
lábios, pequenos lábios e clitóris), a uretra,
as glândulas para-uretrais e o períneo (observando se
existe rotura);
-
Inspeção
dinâmica: ao esforço solicitado, verificar se ocorre
procidência das paredes
vaginais anterior ou posterior, ou mesmo do útero,
identificando se ocorre perda de urina.
Órgãos
Genitais internos:
Deve-se
iniciar o exame pelo toque vaginal, exceto quando for ser realizada
a coleta de esfregaço cervicovaginal ou quando se desejar avaliar
o conteúdo vaginal (existindo queixa de corrimento genital).
-
Toque
vaginal: Descrever a permeabilidade da vagina,
a rugosidade e a elasticidade; a posição e consistência
do colo uterino; a posição
e volume do corpo uterino; os
anexos e
paramétrios;
-
Exame
especular:
Examinar o conteúdo vaginal,
descrevendo o aspecto no que se refere a quantidade, cor, odor e presença
de bolhas ou hiperemia. Descrever o colo
uterino, se existe mácula rubra e a forma do orifício
externo.
Tempos
opcionais:
-
Pinçamento
e tração do colo uterino: quando
existe suspeita de prolapso uterino,
ao realizar o exame especular, pinçar o colo com pinça
de Pozi ou Museaux e tracionar. É um procedimento
desconfortável para a paciente;
-
Histerometria:
Quando se desejar medir a cavidade uterina,
pode-se realizar a histerometria, após pinçamento e
tração do colo uterino. É um procedimento que
pode ser doloroso;
-
Toque
retal: Quando existe suspeita de infiltração por
neoplasia genital ou para diferenciar enterocele de retocele, por
exemplo;
-
Teste
de Schiller: Aplicação de solução
iodo-iodetada sobre o colo uterino, durante o exame especular. A cervix
deve corar-se por completo. Caso contrário, sugere-se a realização
de colposcopia.
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Laboratório de Ensino a Distância - LED-DIS
Departamento de Informática em Saúde - UNIFESP
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