UNIFESP/EPM

Universidade Federal de São Paulo / Escola Paulista de Medicina
Distúrbios do Sono

 

 in sone

“Todas as noites a história do sono, que é tão velha quanto o próprio tempo, se desdobra sobre nós.  Há três bilhões de anos atrás a evolução criou o relógio biológico nas algas azuis e verdes. Até hoje esse relógio nos força a dormir em um ritmo específico mesmo que estejamos longe da luz do sol.  Cerca de 2 milhões de anos atrás, surgiram os sonhos, uma condição que teve e tem uma ação essencial na cultura humana.

Por milhares de anos o sono foi visto como uma parte inseparável da ordem da natureza. Um testemunho ao bom senso da natureza ou a sabedoria dos deuses.  Ninguém se perguntava: Por que dormimos?  O sono era a condição que separava as atividades de um dia daquelas do dia seguinte.  Exceto pelos sonhos, que sequer eram vistos como parte do sono, nada de importante ocorria durante essas horas vazias.  O sono era apenas o intervalo a separar o “Boa Noite” do “Bom Dia”. Foi só na segunda metade do século XX que o sono passou a interessar não apenas a filosófos e poetas mas também os cientistas.”

Adaptado de textos de Michel Jouvet e Peretz Lavie

 

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