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Conseqüências no Organismo O
estresse pode afetar o organismo de diversas formas e seus sintomas podem
variar de pessoa para pessoa. Existe uma sensibilidade pessoal que reage
quando enfrentamos um problema, e essa particularidade explica como lidamos
com situações desafiadoras, decidindo enfrentá-las
ou não. Sintomas
Gerais Físicos Dores de
cabeça Psicológicos Apatia Curiosidades Estresse social pode matar Pesquisadores americanos descobriram que o estresse social pode dar início a um processo de destruição do sistema imunológico, levando à morte. Esta foi a conclusão de uma pesquisa feita com ratos, onde detectou-se que o estresse pode estimular à inflamações perigosas. A descoberta, de acordo com os pesquisadores, pode ser muito importante para os seres humanos. Estresse diminui assiduidade no trabalho Uma pesquisa publicada na Grã-Bretanha mostra que o estresse está levando os funcionários de empresas a faltarem cada vez mais ao trabalho. O estresse é mais intenso entre pessoas na faixa etária de 35 a 44 anos. O problema aumenta ainda mais entre pessoas que permanecem no mesmo emprego por muito tempo. Os mais estressados estão nas profissões de enfermagem e no magistério. O professor Cooper recomenda que os gerentes de empresas "elogiem e recompensem" seus funcionários ao invés de puní-los, para que o estresse no ambiente de trabalho diminua. Estilo de vida - Estresse Uma pesquisa divulgada pela Fundação Britânica para o Coração - British Heart Foundation - mostra que o risco de doenças cardíacas é maior do que se esperava para as mulheres que levam vida sedentária. O estresse no trabalho, a depressão e a falta de alimentação adequada são os principais fatores que levam a ataques cardíacos. As estatísticas da Fundação para o ano 2000 indicam que o estresse no trabalho - que afeta pelo menos um terço dos homens e mulheres - e a depressão podem prejudicar o coração, mas muita gente acaba piorando as coisas ao tentar buscar alívio. "Fumar, consumir bebidas alcoólicas, alimentos gordurosos, passatempos como assistir à TV, infelizmente são fatores de risco que podem aumentar maciçamente o risco de problemas cardíacos", disse o Professor Andrew Stepped, indicado pela Fundação Britânica do Coração para participar do estudo. Ficar se apressando para ir ao trabalho no dia a dia não é o suficiente. Não é que as pessoas têm que começar a jogar squash imediatamente. Ir à pé de casa até a estação de trem e voltar de novo pra casa à pé pode dar às pessoas a meia hora de exercício físico diário de que elas precisam", disse uma porta-voz da British Heart Foundation. Pesquisa mostra que homens são mais predispostos ao estresse Uma pesquisa da Universidade de Cambridge mostra que homens podem ser naturalmente mais predispostos ao stress, mesmo antes do nascimento.A pesquisa mostra que a razão pode ser o maior índice do hormônio cortisona entre os homens do que entre as mulheres.Cientistas examinaram os níveis do hormônio em fetos de carneiros e verificaram que os níveis do cortisona são maiores entre os machos do que entre as fêmeas. Eles acreditam que a descoberta, apresentada no encontro anual da Sociedade de Endocrinologia britânica, também pode ser aplicada aos seres humanos e pode explicar porque os dois sexos reagem de forma diferente ao stress. "Há muito tempo nós sabemos que homens e mulheres respondem de forma diferente a condições de stress", explicou o chefe do estudo, doutor Dino Giussani. "Pensava-se que os motivos eram ambientais, mas agora nós mostramos que essas diferenças são determinadas desde o nascimento", afirmou. O estudo com carneiros mostrou que os machos tinham o dobro de cortisona do que as fêmeas. "Este trabalho também mostra que o sexo masculino pode ser mais predisposto do que o feminino a reagir de forma exagerada a condições de stress mais tarde", disse. Giussani disse que o estudo vai agora continuar com fetos humanos. Estresse no trabalho, dor nas costas Uma rotina de trabalho estressante pode ser a causa da dor nas costas de muita gente. Um estudo da Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos, mostra que as pessoas estressadas acabam usando os músculos errados na hora de pegar alguns objetos. Se essa pessoa for levantar algo pesado, pode acabar com uma dor nas costas. Além disso, os pesquisadores acreditam que algumas pessoas com certos tipos de personalidade têm maior tendência a dores nas costas. Esse é o caso das pessoas mais introvertidas - descoberta que deixou intrigados os cientistas. Estresse e cafézinho
Estresse e cocaína Estudos
realizados nos últimos anos sobre a iniciação, manutenção e recaída no
uso de cocaína ou morfina demonstraram que o estresse é uma variável importante
nesse processo. No entanto, pesquisa realizada recentemente no Instituto
de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, conseguiu aprofundar a análise e
demonstrou que não é qualquer tipo de estresse que pode potencializar
o uso de drogas. A farmacêutica Ana Paula Natalini de Araujo defendeu
no ICB a tese Aspectos comportamentais e moleculares da sensibilização
cruzada entre estresse e cocaína. O objetivo do trabalho foi avaliar a
sensibilização cruzada entre estresse e cocaína, bem como os mecanismos
neurais envolvidos no processo. Utilizando ratos de laboratório, Ana Paula
trabalhou com dois grupos: um exposto ao que ela chama de estresse previsível
(EP) e outro exposto ao estresse imprevisível (EI). "O EP é aquele cujos
estímulos estressores são sempre os mesmos. Já no EI, há uma variação"
explica. Com isso, foi possível determinar como a dependência de cocaína
nesses animais diferencia-se pelo tipo de estresse vivido. "Desta forma,
percebemos como o EP aumenta os efeitos da droga", conta. O resultados
mostraram que somente os animas expostos ao EP aumentaram a locomoção
induzida pela cocaína se comparada à atividade dos animais controle (que
não receberam estresse). "Esse aumento da atividade locomotora é chamado
de sensibilização comportamental cruzada entre estresse e cocaína", explica,
acrescentando que "isso sugere que o EP 'potencializou' os efeitos da
cocaína, ou seja, o desenvolvimento da sensibilização comportamental cruzada
entre o EP e cocaína indica que a exposição a ele aumenta a propensão
da vulnerabilidade ao abuso da cocaína".
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