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Desde a época das primeiras
descrições dos casos de doença de Alzheimer, sabe-se que as primeiras
alterações microscópicas associadas à doença são os depósitos
chamados amilóides, juntamente com anormalidades denominadas emaranhados
neurofibrilares, que se desenvolvem dentro das células cerebrais.
Determinar a natureza desses achados anormais trouxe opiniões
importantes sobre as possíveis causas da doença de Alzheimer.
1) A proteína beta amilóide,
que é a proteína específica de amilóide na doença de Alzheimer,
deriva de uma proteína maior, denominada proteína precursora do
amilóide (PPA), normalmente produzida por uma série de tipos diferentes
de células orgânicas por vias metabólicas ainda não totalmente
entendidas. Muitos pesquisadores (mas com certeza não todos) concluíram
que o depósito de proteína amilóide no cérebro seja o evento-chave
que leva ao desenvolvimento da doença de Alzheimer.
Uma observação importante
que sustenta a idéia de que o metabolismo da PPA é a chave para
o desenvolvimento da Doença de Alzheimer é a ocorrência dessa
doença na maioria de indivíduos com Síndrome de Down sobreviventes
além da idade de 50 anos.
2) Emaranhado neurofibrilar
é uma expressão que descreve o aparecimento dentro dos neurônios
de uma proteína citoesquelética densa, não sendo específicos da
doença de Alzheimer e não estão uniformemente presentes em pacientes
idosos com Doença de Alzheimer. O que chama a atenção é um componente
particular dos emaranhados: a proteína tau, que é hiperfosforilada
num paciente com Alzheimer o que difere da proteína tau de um
cérebro normal. Alguns neurocientistas especulam que a fosforilação
da tau e de outras proteínas pode ser um processo importante que
traz disfunção celular na doença de Alzheimer.
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