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Biomédicos formados
em faculdades públicas tendem, em geral, a trabalharem em instituições de pesquisa.
Em São Paulo, podemos citar a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Universidade
de São Paulo (USP) e Instituto Butantan. Em Campinas, um grande centro de pesquisa
é a Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e no Rio de Janeiro, além da
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Estadual do
Rio de Janeiro (UERJ), existe a Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Existem diversas áreas
nas quais o biomédico pode atuar, incluindo pesquisa básica (como biologia molecular
ou imunologia) ou em pesquisa aplicada à clínica (como reprodução humana ou
ginecologia). A maioria dos biomédicos que trabalha com pesquisa faz, logo depois
da graduação, mestrado e doutorado. O mestrado tem duração de 2 anos, enquanto
o doutorado é um pouco mais longo. Durante esse período, o pesquisador trabalha
em um laboratório no qual ele escolhe um orientador e desenvolve um projeto
(que pode já ter começado na graduação), geralmente com auxílio financeiro da
Fundação de amparo à pesquisa do estado de São Paulo (FAPESP) ou do Conselho
Nacional do desenvolvimento científico e tecnológico (CNPq).
Já os biomédicos formados
em faculdades particulares tendem a trabalhar em laboratórios de Análises Clínicas,
dentro de hospitais ou em laboratórios particulares, como o Laboratório Fleury
ou Delboni Auriemo. Esses profissionais trabalham com processamento de exames
e obtenção de seus resultados.
Além disso, todos
os biomédicos podem atuar como docentes em universidades públicas e particulares,
ou na Indústria com um papel um pouco mais burocrático e menos ligado ao laboratório
propriamente dito. Existem ainda profissionais que trabalham em áreas bem distintas,
como fisiologia em clubes de futebol e reprodução animal.