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Vítor e Christian são os primeiros
animais transgênicos apresentados no Brasil e prometem ser um avanço no
combate a doenças como o mal de Alzheimer, a aids e o câncer.
Vítor nasceu no dia 24 de dezembro
através do trabalho de pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo
(Unifesp), Fruto do Laboratório de Animais Transgênicos do Centro de Modelos
Experimentais em Medicina e Biologia (Cedeme) da Unifesp, Vítor foi obtido
através da técnica de microinjeção pronuclear. Nesse método, o gene é
criado em laboratório e inserido no núcleo do espermatozóide ou do óvulo,
já reunidos numa única célula, que dão origem ao embrião assim que os
dois núcleos se fundem. O nascimento de Vítor é resultado de três anos
de pesquisa e de um investimento de US$ 200 mil, financiados pela Fundação
de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). A experiência foi
realizada graças ao intercâmbio entre a universidade brasileira e o Max
Delbruck Institute, de Berlim, na Alemanha. Segundo o Dr. João Bosco Pesquero,
coordenador do Cedeme, essa tecnologia já é amplamente utilizada na Alemanha
desde a década de 80, mas somente agora foi introduzida no Brasil.
Christian, apelidado de Cris,
é um camundongo geneticamente modificado produzido por meio de outra técnica,
chamada de agregação. Nesse processo, células-tronco embrionárias modificadas
são fundidas com embriões.
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