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Além de gerar receita (estima-se
que um casal de camundongos transgênicos chegue a custar US$ 50 mil no
mercado internacional), os camundongos podem ser usados em pesquisas sobre
doenças cardíacas, mal de Alzheimer e câncer, entre outras.
Vítor, (camundongo produzido
na Unifesp), tem duplicado o gene do receptor B2 da bradicinina, uma substância
associada a processos inflamatórios e hipertensivos. A idéia dos pesquisadores
é usar os animais transgênicos para verificar se esse gene, como se suspeita,
confere proteção ao músculo cardíaco nos casos de infarto e doença de
Chagas, em que o coração aumenta de tamanho. Posteriormente, os pesquisadores
vão induzir a doença cardíaca nos filhotes de Vítor para verificar se
o gene realmente confere proteção maior contra essas enfermidades.
Isso, futuramente, pode levar
ao desenvolvimento de drogas que ajam diretamente nesse gene. Com o domínio
da técnica, o Cedeme - Unifesp pretende fornecer modelos de animais geneticamente
modificados para diversas doenças, como câncer, diabetes, obesidade, mal
de Alzheimer, aids, entre outras.
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