O
músculo pode ser comparado a uma máquina que transforma
energia química em trabalho, produzindo calor. Quando em atividade,
pode alterar sua tensão e seu comprimento. As propriedades fisiológicas
dos músculos são diferentes nos diferentes estados: relaxamento,
início da contração, contração propriamente
dita e retorno ao relaxamento.
A força exercida pelo músculo
na contração é medida pela unidade de tensão
(P), que permite a correção para o tamanho do músculo
(medida pela área de maior secção transversal do
músculo em questão). O tamanho do músculo é
expresso como uma fração do comprimento do músculo
em que ele é capaz de exercer maior tensão isométrica
(lo).
Um músculo relaxado pode ser estendido
até certo comprimento, quando então oferece resistência
ao aumento do comprimento. Esta resistência caracteriza a existencia
de um componente elástico no músculo em repouso. No entanto,
quando um músculo é estimulado tetanicamente não
se permitindo a mudança de comprimento (contração
isométrica), observa-se a situação de tensão
máxima. A tensão varia muito conforme o estado do músculo
(relaxado, pouco contraído, muito contraído, contração
máxima). No caso de um músculo contraído ao máximo,
a velocidade de contração é zero [peso infinito].
Quando diminuimos o peso aplicado ao músculo, existirá
um peso no qual a velocidade de contração pode ser observada
(mas ainda é mínima e constante). Se o peso for diminuído
gradativamente (diminuindo assim a tensão exercida pelo músculo),
a velocidade de contração irá aumentando proporcionalmente
(peso próximo de zero implica em velocidade de contração
máxima).
Contração isotônica: aquela
em que a velocidade é diferente de zero e a tensão é
constante. A produção de calor por um músculo em
contração isotônica é proporcional à
mudança de comprimento do músculo e não depende
da velocidade de contração ou do peso que foi levantado.
Nas contrações isoméricas,
onde não há alteração do comprimento do
músculo, existe a liberação de calor de manutenção.
Esta quantidade de calor é proporcional ao tamanho do músculo
e corresponde à energia necessária para manter a tensão.
Quando parte de um músculo está
envolvido na manutenção da tensão, esta parte não
estaria necessariamente impedida de participar na geração
de calor.