ADENDO
<<<                                             

/// Módulo 5->Adendo -> Coração Artificial

 

ALTERNATIVAS FUTURAS: O CORAÇÃO ARTIFICIAL

    Nos últimos anos, a medicina obteve vitórias contra as doenças cardíacas. Remédios foram criados para proteger o coração do colesterol ruim, os procedimentos para salvar a vida de alguém que sofreu um infarto tornaram-se mais eficazes e as cirurgias estão mais refinadas. Mas um obstáculo importante desafia os médicos: o desenvolvimento de um coração artificial que funcione de forma satisfatória. Afinal, chegar a uma máquina capaz de substituir o órgão por vários anos, até que a doença que o atinge seja curada ou que o doente consiga outro, de verdade, por meio de um transplante, é o sonho de dez entre dez cirurgiões cardíacos e, é claro, dos pacientes.

   

    Está sendo desenvolvido no Brasil o primeiro coração auxiliar artificial para uso por pacientes que aguardam transplante. Criado em 1998 e apresentado na Faculdade de Engenharia Mecânica da Unicamp pelo engenheiro mecânico especialista em biomédica Aron de Andrade, do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo, a peça é implantada dentro do corpo humano e possui dois ventrículos, ao contrário de equipamentos similares. Pouco maior que uma bola de tênis, o coração artificial é feito de um plástico especial - o poliuretano. Suas paredes internas são revestidas por colágeno, para que o sangue não entre em contato com o plástico e coagule. A peça é alimentada por um motor elétrico, localizado entre dois diafragmas (membranas de silicone que formam os dois ventrículos).

   

    O coração auxiliar é ligado ao natural por válvulas biológicas de pericárdio bovino (membrana) que envolve a válvula artificial para evitar rejeição). O ventrículo artificial direito auxilia seu equivalente natural bombeando o sangue com mais pressão para o pulmão. O ventrículo artificial esquerdo envia o sangue com mais força para a aorta, que o distribui pelo corpo. Assim, as limitações provocadas pelo coração doente diminuem e o paciente tem mais tempo para aguardar o transplante. Em casos de parada cardíaca, o coração auxiliar pode assumir por tempo limitado as funções do natural, permitindo que o paciente seja socorrido a tempo.

   

    O motor do coração artificial é movido por duas baterias desenvolvidas na Universidade de São Paulo (USP): uma interna, que fica no abdome e é ligada à peça por fios, e outra externa, localizada em uma bolsa junto à pele, que produz um campo magnético que carrega a bateria interna e fornece energia para o coração auxiliar. A bateria interna só é utilizada quando o paciente precisa se afastar da externa, para tomar banho ou trocar de roupa, por exemplo, mas sua autonomia é de apenas 45 minutos. Junto à bateria interna, um software desenvolvido pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica, no Rio de Janeiro, controla o ritmo do coração artificial. Adaptações no formato da peça estão sendo estudadas na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para que uma possível turbulência no fluxo sangüíneo não destrua hemácias.

O suporte tem duas partes. A primeira é colocada dentro do corpo do paciente. A outra envia a energia necessária para que o sistema funcione.

  

Fonte: http://www.uol.com.br/cienciahoje/chdia/n220.htm

© 2003, UNIFESP - BIO36