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/// Módulo 2->Eletrofisiologia Básica
-> O Coração como um Dipolo
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O CORAÇÃO COMO UM DIPOLO
A
célula cardíaca em repouso (polarizada) é rica
em potássio, e apresenta-se negativa em relação
ao meio externo que é positivo e rico em sódio, como mostrado
a seguir.
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Quando ocorre a ativação de uma célula
miocárdica caracterísitica (atrial ou ventricular), ocorrem
trocas iônicas e inverte-se a polaridade da célula, que
é mantida nesta polaridade, originando na superfície da
célula uma região despolarizada e outra ainda em repouso,
gerando uma frente de onda de despolarização/repouso,
resultando portanto em um dipolo equivalente. À medida que se
propaga a ativação, há uma tendência progressiva
da parte intracelular da membrana ficar positiva, enquanto que a parte
extracelular ficará gradativamente negativa. Desta forma um dipolo
(- +) será formado com intensidades diferentes e se propagará,
formando um limite móvel entre a parte estimulada e a parte ainda
em repouso.
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A célula totalmente despolarizada fica com sua polaridade
invertida. A repolarização fará com que a célula
volte às condições basais.
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Em uma única célula,
a despolarização e a repolarização começam
no mesmo ponto. Mas, no coração como um todo, sucede que,
apesar da despolarização dos ventrículos começar
no endocárdio, é o epicárdio quem primeiro termina
de se repolarizar. Dentre as explicações dadas para tal
fenômeno, destaca-se que o endocárdio é mantido
em regime de pressão mais alta que o epicárdio, enquanto
que este é melhor irrigado e apresenta temperatura ligeiramente
superior a do endocárdio.
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