ELETROFISIOLOGIA BÁSICA
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O CORAÇÃO COMO UM DIPOLO

    A célula cardíaca em repouso (polarizada) é rica em potássio, e apresenta-se negativa em relação ao meio externo que é positivo e rico em sódio, como mostrado a seguir.

    
    Quando ocorre a ativação de uma célula miocárdica caracterísitica (atrial ou ventricular), ocorrem trocas iônicas e inverte-se a polaridade da célula, que é mantida nesta polaridade, originando na superfície da célula uma região despolarizada e outra ainda em repouso, gerando uma frente de onda de despolarização/repouso, resultando portanto em um dipolo equivalente. À medida que se propaga a ativação, há uma tendência progressiva da parte intracelular da membrana ficar positiva, enquanto que a parte extracelular ficará gradativamente negativa. Desta forma um dipolo (- +) será formado com intensidades diferentes e se propagará, formando um limite móvel entre a parte estimulada e a parte ainda em repouso.

             

    
   A célula totalmente despolarizada fica com sua polaridade invertida. A repolarização fará com que a célula volte às condições basais.

    Em uma única célula, a despolarização e a repolarização começam no mesmo ponto. Mas, no coração como um todo, sucede que, apesar da despolarização dos ventrículos começar no endocárdio, é o epicárdio quem primeiro termina de se repolarizar. Dentre as explicações dadas para tal fenômeno, destaca-se que o endocárdio é mantido em regime de pressão mais alta que o epicárdio, enquanto que este é melhor irrigado e apresenta temperatura ligeiramente superior a do endocárdio.



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