INTRODUÇÃO
O Eletrocardiograma
(E.C.G.) é o registro extracelular das variações
do potencial elétrico do músculo cardíaco em atividade.
As ondas de despolarização e repolarização
que se propagam ao longo das fibras cardíacas podem ser consideradas
dipolos em movimento como momentos dipolares variáveis. Estes
dipolos determinam campos elétricos variáveis que podem
ser detectados pela medida da diferença de potencial através
de eletrodos colocados na superfície cutânea.
Desta forma, os potenciais gerados pelo coração
durante o ciclo sístole-diástole (contração/relaxamento)
podem ser registrados aplicando-se eletrodos em diferentes posições
do corpo. Na prática, existem locais padronizados onde os eletrodos
de registro são colocados, de acordo com orientações
pré-estabelecidas. Na realidade, o que se mede é a diferença
de potencial elétrico entre dois pontos no campo elétrico
gerado pelo dipolo elétrico cardíaco ao longo do ciclo
cardíaco. Os pontos de medida são escolhidos e padronizados,
originando as várias derivações.
Normalmente são colocados 5 eletrodos
à superfície corporal: um em cada punho, um em cada tornozelo
e um móvel que pode ser colocado na superfície torácica
sucessivamente em seis posições diferentes. Por convenção,
o eletrodo do punho direito recebe o nome de R (right), o punho esquerdo
de L (left) e o do tornozelo esquerdo de F (foot). O eletrodo do tornozelo
direito é ligado ao fio terra.
Estes eletrodos podem ser ligados entre si de
15 maneiras diferentes. Todavia, somente 12 são utilizadas na
prática médica. Cada uma destas ligações
é conhecida como uma derivação do eletrocardiograma.