Os vasodilatadores
diretos dividem-se em: orais (hidralazina e minoxidil) que são
usados na terapia ambulatorial à longo prazo da Hipertensão
Arterial Sistêmica e vasodilatadores parenterais (nitroprussiato
de sódio e diazóxido) que são usados no tratamento
das emergências hipertensivas.
Todos os vasodilatadores
úteis na hipertensão relaxam a musculatura lisa arteriolar,
diminuindo assim a resistência vascular sistêmica. Lembrando-se
que o nitroprussiato de sódio relaxa também as veias.
A diminuição da resistência arterial e da PA média
evocam respostas compensatórias mediadas por barorreceptores,
pelo sistema nervoso simpático e pela renina, angiotensina e
aldosterona. Essas respostas compensatórias opõem-se ao
efeito anti-hipertensivo dos vasodilatadores.
É importante
ainda ressaltar que a terapia vasodilatadora não causa hipotensão
ortostática nem disfunção sexual por que os reflexos
simpáticos estão intactos.
Os vasodilatadores
funcionam em combinação à outras drogas anti-hipertensivas
que se opõem às respostas cardiovasculares.
Hidralazina:
(presoline Ò) A hidralazina dilata arteríolas porém
não veias. Pode ser usada de maneira eficaz especialmente na
Hipertensão Arterial Sistêmica grave.
Esta droga é bem absorvida e rapidamente
metabolizada pelo fígado durante a primeira passagem, sendo assim,
tem baixa biodisponibilidade variando de indivíduo para indivíduo.
Com relação à sua meia-vida sabe-se que esta varia
de 2 a 4 horas mas os efeitos vasculares persistem por mais tempo que
as concentrações plasmáticas.
Minoxidil: (
Loniten Ò) É um vasodilatador oralmente ativo muito eficaz.
Seu efeito é conseqüente à abertura dos canais de
cálcio nas membranas musculares lisas pelo sulfato de minoxidil,
em que estabiliza a membrana em seu potencial de repouso e torna menos
provável a contração. A droga referida também
dilata arteríolas e não veias e substitui a hidralazina
quando doses máximas desta não forem eficazes ou em pacientes
com insuficiência renal e hipertensão grave que não
respondem bem à hidralazina.
Seus efeitos
colaterais são taquicardia, palpitações, angina
e edema quando se faz uso inadequado de b-bloqueador e vasodilatador.
Os mais comuns são cefaléia, hipertricose, sudorese, que
é particularmente incômoda nas mulheres. O minoxidil mostra
que a toxicidade de uma pessoa pode torna-se a terapia de outra. Atualmente
a droga é usada como estimulante de crescimento capilar para
correção da calvície.
Nitroprussiato
de Sódio: (Nipride Ò) Potente vasodilatador parenteral,
usado tanto no tratamento da emergência hipertensiva como na IC
grave. Dilata tanto artérias quanto veias levando a uma diminuição
da RVP e do retorno venoso.
Sua ação
ocorre pela conseqüência da ativação da guanilil
ciclase quer por liberação de óxido nítrico
quer por estimulação direta da enzima. O produto desta
reação provoca aumento do GMPc intracelular relaxando
o músculo liso vascular.
Em pacientes
sem IC, a PA cai devido à diminuição da resistência
vascular, e o débito cardíaco não se altera ou
diminui lentamente. Nos pacientes com IC e baixo débito este
aumenta devido a diminuição da pós-carga.
A droga é
rapidamente metabolizada por captação às hemácias
com liberação de cianeto, esta faz baixar rapidamente
a PA e seus efeitos desaparecem em no máximo 10 minutos após
a suspensão.
Toxicidade:
Acúmulo de cianeto, acidose metabólica, arritmias, hipotensão
excessiva e morte têm ocorrido em conseqüência do uso
inadequado.
Diazóxido:
(Hyperstat IVÒ) Dilatador arteriolar eficaz de ação
relativamente longa, administrado parenteralmente de grande utilização
no tratamento da emergência hipertensiva. Produz uma abrupta queda
na resistência vascular sistêmica e na PA média,
associada a uma taquicardia considerável e a um aumento do débito
cardíaco. A droga impede a contração do músculo
liso vascular por abrir os canais de potássio e estabilizar o
potencial de membrana ao nível de repouso.
Quimicamente
semelhante aos diuréticos tiazídicos mas não possui
atividade diurética. Liga-se bem à albumina sérica
e aos tecidos vasculares.
A
droga produz hipotensão excessiva podendo causar AVC e IAM. A
resposta simpática reflexa pode provocar angina, inibir a liberação
de insulina pelo pâncreas e reter sal e água.