Efeitos e complicações clinicas ::: Alterações fisiológicas ::: Fígado

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A hepatite alcoólica normalmente ocorre após anos de consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Quanto maior o consumo de álcool e a duração desse consumo, maior é a probabilidade do desenvolvimento de uma doença hepática . A desnutrição se desenvolve como resultado das calorias vazias do álcool, apetite reduzido e má absorção (absorção inadequada de nutrientes pelo trato intestinal). A desnutrição contribui para a doença hepática. A toxicidade do etanol para o fígado, a suscetibilidade individual à doença hepática provocada pelo álcool e fatores genéticos também contribuem para o desenvolvimento da doença hepática alcoólica.
Essa doença não afeta todas as pessoas que consomem álcool em abundância e as mulheres podem ser mais suscetíveis que os homens. A embriaguez não é essencial para o desenvolvimento da doença. Em algumas pessoas que consomem álcool em abundância, o metabolismo do álcool pode ser elevado o suficiente para permitir o consumo de altas quantidades, sem que o nível de álcool no sangue se eleve a concentrações detectáveis por um bafômetro convencional. As alterações se iniciam dentro do fígado como uma inflamação (hepatite) e progridem para um fígado gorduroso e, finalmente, para a cirrose. A cirrose é a fase final da doença. Os sintomas podem não estar presentes, até que a doença esteja relativamente avançada. Complicações sérias estão associadas à doença avançada, como a encefalopatia alcoólica (dano ao tecido cerebral) e a hipertensão portal (pressão sangüínea alta no fígado. Essa doença afeta, normalmente, pessoas acima dos 30 anos. A incidência é de 3 de cada 10.000 pessoas.

Sintomas:
· perda do apetite
· náusea
· abdome inchado ou circunferência abdominal aumentada (devido ao fígado dilatado)
· icterícia
· dor e sensibilidade abdominal
· febre
· ascite (acúmulo de líquido no abdome)
· ganho de peso involuntário (devido ao acúmulo de líquido)
· confusão mental
· sede excessiva
· boca seca
· cansaço

Sintomas adicionais que podem estar associados à doença:
· vômitos com sangue
· vômitos de material semelhante à borra de café
· fezes sangüinolentas, pretas ou escuras (melena)
· pele anormalmente escura ou clara
· vermelhidão dos pés ou mãos
· palidez
· tontura ou desmaio, especialmente com uma postura ereta
· freqüência cardíaca acelerada (taquicardia) especialmente ao levantar-se
· movimentos lentos, letárgicos
· desenvolvimento de mama em homens
· capacidade de concentração prejudicada
· agitação
· alterações de humor
· dificuldade para prestar atenção (déficit da atenção)
· capacidade de julgamento prejudicada
· perda da memória (amnésia)
o memória de curto prazo prejudicada;
o memória de longo prazo prejudicada.
· alucinações


Obs.: Os sintomas variam de acordo com a gravidade da doença e são normalmente piores após um período recente de consumo abundante de bebida alcoólica.

Sinais e exames:
· um hemograma completo pode mostrar anemia e outras anormalidades;
· os testes da função hepática, como um FA são anormais;
· uma biópsia hepática mostra descobertas típicas da doença hepática alcoólica.
Alguns dos exames para descartar outras doenças incluem:
· ultra-som do abdome
· tomografia computadorizada abdominal
Essa doença também altera os resultados dos exames a seguir:
· contagem de reticulócitos
· ferritina
· alfa-fetoproteína
· punção abdominal (paracentese)

A esteatose é o acúmulo de gordura no fígado. Esse acúmulo se dá por diferentes motivos.
A oxidação do etanol requer conversão de NAD à forma reduzida NADH. Como se precisa de NAD para a oxidação de gordura, sua depleção inibe a oxidação de ácidos graxos, assim causando acúmulo de gordura dentro dos hepatócitos (esteatose). Uma parte do excesso de NADH pode ser reoxidada na conversão de piruvato em lactato.
A lesão dos hepatócitos também diminui a capacidade de oxidação dos triacilgliceróis.

Figuras:

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Unifesp/EPM

última atualização: 03/dez/2004