Álcool Metílico:
O álcool metílico é mais acessível do que geralmente se pensa. Ela pode ser usado para desnaturar o etanol e é encontrado em solventes, removedores de tintas e anticongelantes. A dose tóxica pode ser tão pequena quanto 20 ml. Quando ingerido, o álcool meílico causa edema em placas e hemorragia nos tecidos pulmonares, principalmente nas regiões subpleurais. Entretanto, exerce o seu efeito tóxico principal após a absorção por causa da sua oxidação em formaldeído e ácido fórmico. Esses produtos são amplamente distribuídos no corpo proporcionalmente ao conteúdo de água dos vários tecidos. Em quantidades suficientes, os metabólitos tóxicos inibem a atividade da hexoquinase, ao mesmo tempo, o metabolismo da glicose perturbado causa uma degeneração das células receptoras da retina, com a degeneração associada ao disco e nervo ópticos. As alterações neuronais degenerativas, com edema do cérebro e do tronco cerebral, podem surgir em 12 a 24 horas, causando graus variáveis de depressão do sistema nervoso central até o coma. A retina é o principal alvo da toxicidade do metanol. As alterações tanto cerebrais quanto oculares são reversíveis com a cessação da exposição, se a lesão for leve.