Brucelose

Agente etiológico: Há 4 espécies patogênicas para os seres humanos, em ordem decrescente de patogenicidade: Brucella melitensis; Brucella suis; Brucella abortus; Brucella canis.

Forma de contágio: Ingestão de carne ou laticínios contaminados, porém, é altamente infecciosa por aerosol (forma inalada).

Quadro Clínico: Febre, calafrios, e mal estar são comuns. Podem ocorrer em 20% dos casos sintomas respiratórios (dor torácica pleurítica e tosse). Sacroilitite, grande inflamação das juntas e osteomielite vertebral são freqüentes. Hepatites e infecção do trato genitourinário podem ocorrer. Além disso, em 5% dos casos, endocardites e infecções do Sistema Nervoso Central (SNC) podem ocorrer, sendo os principais responsáveis pela mortalidade. Muitos pacientes obtém melhora sem o uso de antibióticos, porém, recidivas são freqüentes.

Diagnóstico: Sinais e sintomas são inespecíficos. O teste de aglutinação do soro em tubo é o mais utilizado para o diagnóstico. Culturas a partir do sangue, medula óssea, sítios focais da infecção podem ser positivos.

Tratamento: O tratamento de eleição é a combinação de 200mg/dia oral de Doxiciclina e 600 a 900mg/dia oral Rifampina por 6 semanas. Além disso, em casos de endocardites, e doenças do SNC, a Eritromicina deve ser incluída e o tratamento prolongado.

Profilaxia: Não há vacinas aprovadas para humanos.

Utilização como arma: pelos EUA nos anos 50 e 60.