Dado Médico
Dado médico é qualquer informação técnica a respeito de um paciente obtida atravéz de consulta médica, de enfermagem, psicólogos, e outros profissionais da área da saúde ou não que possa ser usada em benefício do paciente. Soma-se a esta definição informações proveniente de exames laboratorias ou de imagem. O dado médico tem como utilidade direta a saúde do indivíduo e da população, visto que pode ser usado tanto para dignóstico e tratamento como para formação de bancos de dados que visam pesquisa e desenvolvimento na área de saúde
A manipulação de dados médicos têm sido realizada atravéz dos recursos da computação, tanto na aquisição como no processamento e interpretação, com o auxílio do conhecimento obtido em pesquisas científicas. A grande vantagem deste processo é a padronização dos resultados obtidos, viabilizando a comparação e análise mais precisas.
Medicina Baseada em Evidências
Medicina Baseada em Evidências (MBV), que filosoficamente surgiu nos meados so século XIX em Paris, tem se tornado um assunto muito discutido entre médicos, profissionais da saúde e a população em geral. Define-se MBV como o uso consciente, distinto e criterioso das melhores evidências em decisões sobre o cuidado individual do paciente. A pratica da MBV consiste na integração entre a habilidade clinica individual e a melhor evidência clínica disponível a partir de pesquisas sistemáticas.
Por habilidade clínica individual entende-se como o conhecimento e a experiência adquirida pelo médico durante sua formação. A melhor evidência clínica disponível é dada porpesquisas clinicamnente relevantes, geralmente originária das ciências básicas da medicina, mas especialmente por pesquisas centradas na precisão e certeza dos testes diagnósticos utilizados ( incluindo o exame clínico), dos prognósticos, e da eficácia e segurança da terapêutica. A evidência clínica não só invalida diagnósticos e terapias aceitados previamente, como implanta novos conceitos, diagnósticos e terapêuticas mais eficazes, seguros e eficientes.
A prática da medicina baseada em evidências pressupõe um processo contínuo e constante de aprendizado, no qual o tratamento de nossos próprios pacientes cria a necessidade de informações clínicas relevantes sobre diagnóstico, prognóstico, terapia, análise de decisão, análise de custo-benefício e outras questões clínicas relevantes, e no qual nós:
Para selecionar e indicar um tratamento, antes era considerado suficiente entender o processo patofisiológico de uma enfermidade e prescrever drogas ou outros tratamentos que tivessem sido demonstrados como capazes de interromper ou modificar esse processo. Assim, por exemplo, a observação que pacientes com extra-sistolia ventricular após um infarto agudo do miocárdio tinham um risco elevado de morte súbita, associada com a demonstração de que estas extra-sístoles podiam ser suprimidas por drogas específicas, formaram uma justificativa plausível o suficiente para levar ao uso generalizado da prescrição destes medicamentos em pacientes com arritmia após infarto. No entanto, no início desta década, um ensaio clínico randomizado, avaliando desfecho clínico (morte) e não o processo patofisiológico em si (supressão da arritmia), demonstrou que muitos destes medicamentos aumentam, em vez de diminuir, o risco de morte em tais pacientes, e o seu uso rotineiro passou a ser fortemente desencorajado. Este achado causou uma profunda reflexão não só no âmbito da cardiologia mas no de toda a medicina: ao agirmos baseados em evidências frágeis de inferências precipitadas a partir de observações de processos patofisiológicos – e sem considerarmos os desfechos relevantes que são aquilo que realmente importa, podemos muitas vezes estar trazendo dano e não benefício aos pacientes.
Enfim, em que tipos de evidências podemos basear nossas crenças? Existe uma diferença fundamental entre o que se espera que funcione e o que efetivamente funciona. Por exemplo, estima-se que apenas metade das intervenções médicas atualmente disponíveis foram avaliadas com metodologia sistematizada de bom nível. Entre essas, menos da metade mostraram-se efetivas.
Temos assim um grande vazio a ser preenchido no conhecimento médico e a contínua pesquisa torna-se imprecindível a saúde do individuo e da população.
Centre for Evidence-Based Medicine
Morbidity and Mortality Weekly Report
JORNAL MEDICINA (Março/99) - Excelência
Medicina On Line, Volume 1- Número 1- Ano I, Jan/Fev de 1998 - Medicina baseada em evidências: na hora da prática médica - Prof. Dr. Abrahão Salomão
Handbook of Medical Informatics
João Alberto R. vera Jr. - estudante 5o ano Médico na UNIFESP/EPM
Leonardo Silva Matos Ferreira - estudante 5o ano Médico na UNIFESP/EPM
Rafael Almeida Santos - estudante 5o ano Médico na UNIFESP/EPM
Carlo Duarte - estudante 5o ano Médico na UNIFESP/EPM