Conclusão:
O processo de informatização da saúde está em transição. Não se pode ainda prever a resultante pois só agora as dificuldades começam a ser superadas.
Contudo o processo é bilateralmente dinâmico, pois tanto a tecnologia quanto o conhecimento médico estão em evolução.
Os sistemas de informação hospitalar têm mudado de sistemas de contas a pagar e cobranças de pacientes para sistemas clínico-administrativos que executam, entre outros serviços, o gerenciamento da farmácia, dos laboratórios e da admissão de pacientes.
Pode-se estimar as facilidades geradas: dados de pacientes, novos conhecimentos, trabalhos simultâneos em vários pontos do globo, tudo pode se tornar mais ágil. Além disso, debates online, videoconferências; a interatividade que se torna possível cria novos horizontes.
Dentre as várias aplicações da Informática em Saúde, a Internet ocupa lugar de destaque, representando um importante recurso de aprendizado e atualização .
A democratização dessas informações para a comunidade não acadêmica possibilita ao paciente abandonar sua postura passiva, indagando e contestando a conduta médica, ainda que muitas vezes sem critério.
Não obstante, a implementação de sistemas de informação sempre exige mudança, uma ruptura do equilíbrio organizacional entre pessoas, estrutura, tarefas e tecnologia, e obriga a organização a adotar estratégias de uma mudança social planejada.
Portanto, dado o grande peso com que as dimensões sociais e comportamentais interferem na implementação dos sistemas de informação, pelas mudanças que provoca, também é importante identificar atitudes, valores e opiniões face à Tecnologia da Informação.