Informação e Informática em saúde

Informática é a tecnologia da informação, ciência que visa o tratamento da informação através do uso de equipamentos e procedimentos da área de processamento de dados.

Informação em saúde é o conhecimento amplo e bem fundamentado resultante da análise e combinação de vários dados médicos.

Dados são fatos e conceitos expressos sob a forma de declaração. Ou seja, um dado médico pode ser considerado como parâmetro específico (idade, sexo, etnia), em um tempo específico (data da coleta).

Os dados em saúde são de diversos tipos:

Qualitativo – são variáveis que apresentam dois ou mais valores pré-estabelecidos.
Uma variável qualitativa binária é uma variável limitada a dois valores, como por exemplo o sexo feminino e masculino, uma questão que tenha como resposta sim ou não. Outras variáveis qualitativas são estado civil, etnia entre outros.

Quantitativo – em geral são variáveis que podem ser expressa numericamente. O valor de hemoglobina, a medida de pressão sistólica ou diastólica, a altura do paciente, número de crianças vacinadas em uma cidade, são exemplos. Porém essas apresentam interpretações distintas conforme o contexto. A perda de 3 kg adquire diferentes significados se essa ocorreu em 15 dias em um paciente obeso ou durante uma sessão de diálise.

Contínuos – são registros de sinais fisiológicos tais como: métodos de imagens (ultrassonografia, radiografia, tomografia computadorizada, etc) registros elétricos (eletrocardiograma, eletroencefalograma, eletroneuromiografia), provas de função respiratórias, etc. Estas variáveis permitem livres interpretações, pois, dependem dos conhecimentos prévios e experiência do interpretador.

No que diz respeito à coleta de dados é necessário que estes sejam em número suficiente e contenha os tópicos de maior relevância.

Isto depende:

  • da capacidade de informação do paciente e
  • da habilidade do médico em selecionar os dados considerados úteis para identificação do diagnóstico e planejamento terapêutico, de acordo com sua experiência.

A informação em saúde somente existe na interpretação dos dados em saúde, que devem estar constantemente disponíveis e atualizados para permitir novas interpretações e evitar erros diagnósticos ou terapêuticos.

Sendo essa interpretação suscetível a múltiplas variáveis, fica fácil entender a dificuldade em se lidar com informação em saúde.

 

O atraso na informatização das organizações de saúde não pode ser justificado apenas pela dificuldade em se lidar com informações médicas. É explicada também pela necessidade de criação de sistemas muito complexos, capazes de realizar múltiplas tarefas, tais como: sistemas de imagem, sistemas de suporte a decisão, processamento de sinais fisiológicos, prontuários de pacientes, análise e controle das atividades médicas, além da necessidade da criação de sistemas de proteção de dados e segurança.

Existem alguns sistemas de informação disponíveis em mercado e uma série de outros vem sendo desenvolvida em laboratórios, prometendo trazer avanços nos próximos anos. No entanto, nenhum deles oferece as ferramentas demandadas e esperadas pela comunidade médica atualmente. A noção (popular) genericamente aceita é que esses sistemas podem satisfazer a todas as demandas e resolver todos os problemas. Obviamente ingênua, essa noção superestima as capacidades da tecnologia da informação corrente (Sigulem, 1997).

Soma-se a isso a dificuldade de treinamento dos usuários e adequação dos sistemas aos diferentes profissionais da saúde. Há que se destacar também a resistência na utilização de tais sistemas pela dificuldade em lidar com os mesmos, receio que haja distanciamento em relação ao paciente, implicações legais e mesmo desconhecimento de sua necessidade e utilidade.





Os sistemas de informação mudaram seu enfoque



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