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Uma visão idealista de como surgiram os vocabulários médicos é a que a necessidade de padronizar doenças (CID), para que os médicos de todo mundo pudessem falar a mesma língua, e com isso pudessem otimizar o conhecimento e a produção científica |
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De fato, esta foi e ainda é uma grande necessidade da Medicina, entretanto, não deve Ter sido a mola propulsora da criação dos vocabulários médicos. Como a maioria das novidades que aparecem em nosso meio, a primeira necessidade quase sempre é a econômica; o médico necessitava padronizar os valores a serem cobrados por seus serviços. Sabe-se que hoje em dia a variedade de procedimentos médicos abrange desde coisas muito fáceis de serem mensuradas (por exemplo uma descrição cirúrgica) até coisas muito subjetivas, nas quais fica difícil avaliar o custo (por exemplo uma consulta ambulatorial). Quanto vale o tempo que se gasta ouvindo o paciente? Como cobrar pelo "brain storm" na tentativa de se formular as hipóteses diagnósticas? Até agora esses e muitos outros valores ainda não foram bem estabelecidos, talvez seja por isso que os cirurgiões são mais bem remunerados que os clínicos |
Nessa tentativa de padronização também estão inclusos procedimentos laboratoriais (READ,LOINC), análises histopatológicas (SNOMED) e até procedimentos de enfermagem (NANDA).. No Brasil essa padronização se dá através do Sistema Único de Saúde (SUS), quando se está na rede pública, e no caso dos convênios, a maioria adota a tabela da AMB. |
Sabe-se que no país os honorários médicos estão vergonhosos; o profissional cada vez mais está caindo na mão dos convênios, que pagam com tabelas desatualizadas, o pagamento ocorre após 2 a 3 meses do procedimento, e ainda está sujeito a glosas; isso sem falar na saúde pública que está falida há muito tempo. Na tentativa de
melhorar a sua renda, muitos médicos estão se "prostituindo"
submetendo-se a receber valores aviltantes por seus serviços.
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Flávia • Luciana • Priscilla • Renata |