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1)A MUSICOTERAPIA
NO DEFICIENTE MENTAL
Ao contrário do que se poderia imaginar, a musicoterapia permite,
de maneira bem fácil, a introdução de mensagens que
pareciam difíceis ou complicadas para o deficiente mental. Para
estabelecer contato, primeiro o deficiente mental é tratado individualmente,
e após, grupalmente, para integração com os demais.
É importante o uso do corpo como instrumento de movimento e percussão:
soltar a voz, bater palmas, bater a mesa, marchar, bater o rosto do musicoterapeuta,
ou o próprio rosto controlando a força - meio de contato
humano, de descarga, de autoagressividade. É necessário encontrar
um meio para que a criança se expresse: num ritmo, ruído,
som ou melodia. Os deficientes mentais têm facilidade para viver
a intensidade e aprendem a duração do ritmo, podendo passar
para as aulas de música após a terapia.
2)A MUSICOTERAPIA
EM PERTURBADOS MOTORES
O objetivo é produzir novas vias no cérebro lesado, tanto
em crianças como em adultos. A música dá a emoção
do movimento, porque se move no tempo e no espaço, e a meta da musicoterapia
é provocar a sensação da possibilidade de realizar
o movimento. Também nestes pacientes é necessário
trabalhar individualmente no início, pois os espásticos e
os atetósicos apresentam reações diversas frente à
música. O musicoterapeuta deve procurar o melhor meio de expressão
do paciente. Deve-se ainda buscar a integração com outras
áreas como a psicoterapia.
3)A MUSICOTERAPIA
NOS DEFICIENTES AUDITIVOS
A atividade para o som é completamente distinta em pacientes com
experiência auditiva prévia, em pacientes com surdez parcial,
e nos surdos de nascimento. De qualquer maneira, interessa-lhe mais o ritmo
e menos a melodia. Utilizam-se de outros sistemas capazes de perceber o
som: sistemas de percepção interna, táctil e o visual.
As sessões podem ser individuais ou em grupos, pois são pessoas
normais com suficiente capacidade para integrar-se ao movimento de dança.
É importante o piso de madeira na sala de musicoterapia para sentir
as vibrações, os audiofonos, os grandes instrumentos, e as
vibrações no ar. Sentir as vibrações do musicoterapeuta
quando este canta e compará-las com as de seus companheiros é
uma das experiências mais ricas de comunicação que
existe.
4) A MUSICOTERAPIA
NO AUTISMO INFANTIL
É a primeira técnica de aproximação para com
este paciente. pode-se considerar que o autista é uma espécie
de feto que se defende contra os medos de um mundo externo deconhecido
e contra as sensações das deficiências de seu mundo
interior. Portanto, é importante trabalhar em etapas com elementos
de regressão, ou seja, musicoterapia passiva ou receptiva (o paciente
é submetido ao som sem instruções prévias);
de comunicação e de integração.
A água pode ser fundamental para a terapia, pois é elemento
com o qual a criança convive diariamente produzindo efeitos diversos,
assim como sons primitivos como batimentos cardíacos, inspiração
e expiração.
A Musicoterapia também se adapta perfeitamente nas famílias
de crianças autistas, psicóticas, ou mesmo em qualquer
grupo familiar enfermo, quando realizada paralelamente à terapia
da criança. O objetivo é evitar a criação de
um sistema de comunicação incorreto: hiperestimulação
ou comunicação estereotipada, como expressões verbais
repetitivas e rígidas ("isto é feio!", "caca!"). Visa também
fazer com que a família compreenda o tempo de seu filho na
comunicação, de romper o uso incorreto da comunicação
e de reconstruir a comunicação com a criança.