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 Uso inadequado e Contra-indicações

 
            Como foi discutido, o som e o fenômeno acústico têm uma grande potência e, portanto, deve-se ter muita cautela no uso dos mesmos. Se profanado pelo uso indiscriminado e sem conhecimento, trará com certeza efeitos negativos, como a piora dos sintomas do autismo, pois os sons utilizados de forma passiva (ficar horas ouvindo música sozinho) contribuem para o maior isolamento dos pacientes perante o mundo.
 
1) CRÍTICAS À MÚSICA FUNCIONAL
           Na música funcional, são geralmente utilizadas em ambientes de trabalho, oficinas, indústrias, consultórios, hospitais etc. peças musicais de ritmo variado, volume uniforme, de escala fixa, orquestrada, como o fox-trot, valsa, samba, nunca se impondo à percepção consciente. Têm o objetivo de aumentar a eficiência do trabalhador, elevar o estado moral, diminuir tensões, aborrecimentos, monotonia, acidentes de trabalho, ruídos de fábricas etc.
            Entretanto, pode-se criar a ilusão de um grupo de apoio, diminuindo a ansiedade da solidão. Pode ser um elemento invasor para algumas pessoas, pois estas necessitam de um determinado tipo de música em um determinado momento de sua vida. Além disso, a música pode trazer fortes associações mnêmicas e emocionais com algumas situações, como momentos traumáticos da vida de um paciente.
 
2) CONTRA-INDICAÇÕES
            Na epilepsia musicogênica, a música é fator-estímulo desencadeante dos ataques dessa rara doença, portanto a musicoterapia está contra-indicada para esses pacientes.
            A música eletrônica pode ser considerada também uma contra-indicação, pois apresenta sons com propriedades alucinógenas muito similares às das drogas, além de ainda se encontrar numa etapa de experimentação. O som eletrônico tem características próprias que provocam fenômenos distintos, incluindo o poder de provocar manifestações muito regressivas.