Breve Histórico

            O uso da música para combater enfermidades é quase tão antigo quanto a música em si. Temos conhecimento desde papiros médicos egípcios que datam de 1500 a.C. e que se referem ao encantamento pela música, influenciando favoravelmente a fertilidade da mulher até citações bíblicas, como em Samuel, 16:23: " Quando o mau espírito de Deus se apodera de Saul, David tomava a harpa, tocava-a, e Saul acalmava-se e sentia-se melhor, e o espírito mau afastava-se dele...".
            Nas fontes medievais, tanto árabes quanto judias, narra-se com freqüência como se chamavam os músicos para aliviar as dores dos enfermos no hospital.
           No século XVIII, Lorry atribui à música um efeito tríplice: excitante, calmante e harmonizante.
           Encontramos diversos relatos históricos do uso da música como terapia para estados melancólicos. No ano de 1500, o pintor Hugo Van der Goes "acreditava estar perdido e condenado às penas do inferno, e queria suicidar-se", tendo sido então levado a Bruxelas, onde se chamou o padre superior que, depois de examiná-lo, comprovou que o paciente sofria do mesmo mal que Saul e, recordando do relato bíblico, mandou que se fossem tocados vários instrumentos diante do enfermo, com o intuito de promover sua melhora.