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Departamento de Ginecologia  

Grupo de Apoio às Pacientes com câncer de Mama

Estado de ânimo

A mama ou o seio, como é comumente chamado, não corresponde somente ao aspecto físico. Tem também um significado afetivo e psicológico, representando o primeiro elo de ligação do bebê com o mundo.

Através da amamentação, a mãe alimenta de "corpo e alma" seu filho e o introduz no mundo afetivo, onde a mama significa aconchego e calor humano. Ela é, portanto, mais do que fonte de alimento, pois o bebê em seu desamparo se utiliza dela para seu crescimento físico e psicológico.

Assim, a mastectomia pode ser vivida pela "mãe-mulher" como uma ameaça à sua capacidade de proteção, amparo e vinculação com a vida. A mama representa também uma parte integrante do "ser mulher", "aquilo" que a torna tão feminina, desejada e diferenciada do homem.

Deste modo, a perda da mama pode ser vivida pela mulher como a perda de sua feminilidade e de sua capacidade amorosa. Em decorrência disto, observa-se na mulher mastectomizada um estado de ânimo alterado. Algumas vezes sentem-se desanimadas, deprimidas e ansiosas. Vivem a mastectomia como uma "ferida" difícil de cicatrizar.

Fica então a pergunta : será que com a perda física da mama perde-se também a generosidade materna? E, mais intimamente, o vínculo com a vida? Será que o filho sente a mãe mastectomizada menos mãe? E do mesmo modo, será que a mulher mastectomizada perde a feminilidade? Estes são medos, "fantasmas", despertados por uma perda tão significativa, mas que aos poucos podem ser elaborados se a mulher cuidar de si.

Responsável por esta página: Dr. Luis Gerk de A. Quadros.
e-mail: mama@virtual.epm.br

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